Há Paixões Cinzentas



  Olá a todos! Esta semana tenho estado imparável, como devem ter reparado! Assim, decidi escrever outro post, no qual irei fazer a apreciação crítica de um filme tão badalado: Fifty Shades of Grey! Não, não sou fanático pelos livros, só fui ver o filme e vou apreciar o filme enquanto mero espectador e não como um leitor que foi ver o filme. 
  Depois de ouvir tanta gente a dizer que o filme era uma desilusão, comecei a pensar que, realmente, não devia ser nada de especial e, no entanto, eu gostei. Acho que o filme não está mal feito (atenção: eu não li o livro), aliás, considero que tem uma boa progressão. Há momentos em que a ação progride de forma demasiado célere; porém, considero que dá para perceber perfeitamente o fio condutor mesmo para quem não leu (ah, mas algumas amigas minhas contaram-me um pouco da história, embora nada do outro mundo) e tem algum fundamento. Portanto, falando apenas da parte mais técnica e geral, achei bom. Ahhh quase me esquecia: A banda sonora é bastante boa também! Cria um bom ambiente na maioria das cenas. 
  Agora, vamos falar da mensagem. Como eu já disse a algumas pessoas, eu nunca me atreveria a pegar no livro. Para além de não costumar ler livros desse género, sempre achei que aquilo é mais acerca de sexo e relações ''fucked-up'' (desculpem o termo) que outra coisa. Em parte, verifiquei que não estou errado! Para mim, aquele filme mostra-nos o que é realmente uma relação abusiva e uma relação da qual devemos fugir a sete pés. Há uma certa carga amorosa, porque a Anastasia (protagonista feminina) é uma romântica que quer que ele se entregue a ela e seja um verdadeiro namorado e ele não quer fugir da sua 'persona' autoritária, mas vai cedendo um pouco (muito pouco, diga-se de passagem). No entanto, eu vi ali uma relação mais autoritária que outra coisa qualquer. Ele manda, ela tem de se submeter. Basicamente, é isto... Não de forma linear, mas é um pouco isto. Ele pode importar-se com ela, mas ele quer que ela faça inúmeras coisas (sobretudo sexuais), mas não cria uma relação profunda... Aliás, ele consegue moldá-la, até porque ela o ama e não o quer perder, mas não deixa que ela o molde. No fundo, não há ali um verdadeiro compromisso, um verdadeiro entendimento, embora haja partes mais românticas. 
  A última parte foi a parte que mais gostei, uma vez que ela se zanga seriamente com ele e acaba por lhe dizer que, se ele a quer ver magoada (física e psicologicamente), então ela não quer continuar naquele jogo e consegue manter uma atitude firme, implacável e mostrar que há limites para tudo. Nessa parte, sinceramente, rejubilei, uma vez que fiquei um pouco indignado com o tipo de comportamento do Christian (o protagonista) ao longo de várias cenas do filme. 
  Em suma, gostei do filme, até achei que, tecnicamente e no geral, está bem concebido (também não sou perito nenhum nesta matéria. É a minha simples opinião). No entanto, acho que quem vê ali um grande amor está muito enganado. Eu vi ali uma relação autoritária e abusiva que tem, sim, alguns momentos mais românticos e leves. Portanto, tenham cuidado com estes filmes, porque quem nos ama não nos força nem nos obriga a fazer aquilo que não queremos e também não nos manipula...



P.S: Embora as cenas de sexo não sejam nada que as pessoas não tenham visto, pensei que houvesse mais descrição...Há muitas partes visíveis (nada do outro mundo), mais do que eu pensava, mas enfim, o livro deve estar repleto delas, portanto ... 
  

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