Até agora, o meu blog baseou-se em textos críticos/interventivos/de opinião. Hoje, no entanto, senti-me no direito de usar a minha veia de poeta e poetizar o que não há.


Esquecimento que não vê 

Esquecer por um tempo
Um longo curto momento,
O quanto custa ver.
Sentir, quero não
Viver, só se houver

O dia nunca chegou,
porque a noite nunca curou.
A perfeição me matar tentou,
pois que de tanta vida tive não tendo.

Doer sem querer!
Dizer sem me aperceber!
Um dia, quero tudo preencher.
Comigo, ou sem mim,
mas tudo terá o começo do seu fim.



Saber que nunca assim será 

Saber que nada assim foi.
Que não tive a vida que vi,
Que senti tudo o que não vi,
Que amei tudo o que não vi ...

Saber que esse tempo não chegará,
Que a dor nunca se curará.
Sabendo, soube tão pouco,
pois ao saber nem tudo quis ver.

Ver que o sol brilha a quem não muito fez
Enquanto não brilha a mim, que tanto tentei.
Saber que não era essa visão,
No fundo, crer que não mais há solução...

Sentir nos olhos de quem não chorou,
O chorou que tive e que não se expressou.
Ouvir o pouco que quis,
Pois nada disso me feliz fazia.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Monet, luzes e ação

Espírito de Verão

Ode à Noite