6 coisas que aprendi em 2015!

Os Ensinamentos de 2015 



  Olá a todos! Depois de muito tempo sem escrever nada no blog, como é habitual, uma vez que eu sou um desleixado em relação ao blog, decidi voltar e escrever um post para finalizar este ano de 2015! Depois de ter visto um post de uma amiga minha, a Rafaela Silva  (cliquem aqui para verem o post dela), achei por bem vir aqui mostrar algumas coisas que aprendi durante o ano de 2015!
  Antes de mais, queria apenas referir que 2015 não foi, de facto, um dos meus melhores anos. No entanto, considero que foi um ano de aprendizagens! Aliás, acho que deve ter sido o ano em que mais aprendi até agora e levo estes ensinamentos para a vida. 


1 - Não sou o super-homem e não posso fazer tudo como idealizo. 

  Ninguém consegue fazer tudo de forma perfeita e com métodos fantásticos. É impossível estudar, participar em 5 ou 6 projetos, lidar com amigos e família, aprender uma nova língua e fazer tudo o que nos pedem de forma perfeita e sempre a tempo e horas. Todos nós precisamos de tempo para fazer as coisas bem e precisamos de ter métodos bons e é impossível fazer tudo como imaginamos. É possível fazer muitas coisas e ser bom nelas, mas é impossível ser perfeito. 
  Este ensinamento foi muito importante para mim este ano, uma vez que sou uma pessoa extremamente perfecionista e que gosta de fazer várias coisas. Foi assim que aprendi que, em vez de ser perfecionista, é preciso ser rigoroso e fazer o que podemos em vez de nos massacrarmos com coisas de menor importância. É preciso ser equilibrado e saber que nem sempre podemos ''arrasar'' naquilo que fazemos. Podemos ser bons, podemos ser muito bons, mas também temos de saber que, por vezes, falhamos e não somos assim tão bons. Quando isso acontece, temos é de saber admitir os nossos erros e pensar no assunto sem nos cansarmos. 



2 - Testei os meus limites em certos aspetos. 

  Bem, este aspeto acaba por ter a ver com o primeiro. Uma vez que sou perfecionista, como já referi, eu acabei por me puxar muito em 2015, sobretudo no 3º período do meu 11º ano e até mesmo nas férias. O 3º período foi extremamente desgastante para mim e não só a nível psicológico. Até mesmo a nível físico, eu sentia-me fraco e cansado. Passava a semana inteira na escola e a estudar e, aos fins de semana, tinha ensaios da filarmónica e do teatro que, muitas vezes, me deixavam super cansado e eu não conseguia recuperar durante a semana. 
  Contudo, verifiquei que consigo aguentar muito mais do que alguma vez tinha imaginado. Consigo fazer imensas coisas mesmo estando num estado de cansaço enorme! Não desejo, de forma alguma, voltar a sentir o que sentia nessa altura, mas já sei o que posso aguentar. Foi também por isso que me apercebi que não posso ser o super homem e que preciso de tempo para mim e para descansar, mesmo que isso implique não fazer tudo certinho e perfeitinho. 


3 - O esforço compensa! 

  Sempre acreditei que o esforço compensa e acho que sempre vou acreditar enquanto tiver esperança! No entanto, muitas vezes, ao longo deste ano, senti que o meu esforço era infrutífero em certas áreas e que, por vezes, as pessoas não se apercebiam dos esforços que eu fazia por elas, mesmo que esses esforços não fossem enormes. 
  Mas vi, com o tempo, que não é bem assim e que, por vezes, os outros parecem não estar importados com o nosso esforço, mas estão. Eles valorizam-nos e não é preciso que alguém nos diga todos os dias ''Obrigado pelo que fizeste por mim!". Eles estão lá quando eu preciso e são as pessoas com quem partilho memórias e sorrisos e isso basta. Não interessa se quem faz mais esforço sou eu ou as pessoas que me rodeiam. O que interessa é que nos ajudamos no que podemos! 
  Para além dessa parte, eu senti que até o meu esforço escolar foi um pouco deixado de parte em certos momentos, até porque tive de ajudar o meu pai nas férias. Parece estúpido dizer, mas sentia que estava a ter um pagamento injusto. No entanto, recebi um prémio, bastante bom, pelo meu esforço e fui largamente elogiado por pessoas que eu admiro e que são fantásticas e isso fez tudo valer a pena! E ainda recebi dinheiro por ter trabalhado! Não é preciso termos umas férias no Hawai ou receber um Iphone para sentirmos que o nosso esforço foi valorizado. É preciso olharmos ao nosso redor e ver como os outros gostam de nós e estão lá para nós, mesmo que não seja sempre. É preciso aprendermos a ser humildes e a não esperar mundos e fundos, porque isso não nos diz assim tanto! Gestos pequenos, pequenas vitórias valem a pena e o esforço compensa mesmo! Se achas que o teu esforço não te está a trazer nenhum benefício e que não compensa, olha em redor e presta atenção aos pequenos gestos dos outros e do universo! 


4 - É preciso não criar imagens ''falsas'' das pessoas.

  Todos nós criamos imagens das pessoas e acabamos por rotulá-las. Pensamos que algumas são fantásticas e divertidas e que outras são gozonas, parvas e sem noção e nem nos damos ao trabalho de verificar se é mesmo assim, porque só conhecemos algumas dessas pessoas ''de vista''. 
 Mas, quando começamos a conviver com essas pessoas, apercebemo-nos de que estávamos errados e que elas são pessoas muito interessantes e que valem a pena! Por isso, o importante é tentar não julgar os outros!


5 - Aprendi que nem sempre as pessoas estão com os olhos em cima de mim. 

  Todos nós sentimos, muitas vezes, que os outros nos observam incansavelmente e que estão sempre prontos a apontar as nossas falhas, mas isso não é bem assim. De facto, há pessoas mesquinhas e parvas que têm prazer em ver as nossas falhas, mesmo que sejam muito pequenas e não causem problemas a ninguém! 
  Mas há muitas outras pessoas que não nos estão a observar incessantemente, à espera de nos ver tombar! Muitas vezes, elas observam-nos, sim, mas nem sequer estão a pensar naquilo que fazemos de bom ou de mal. Elas estão na vida delas e nós estamos na nossa. E, se estiverem realmente a observar-nos, o que é que isso interessa? Elas são assim tão importantes para nós? Fazem assim tanta diferença? Se não fizerem, porque é que nos vamos estar a chatear? No fim do dia, só interessa o que CADA UM DE NÓS acha!


6 - É preciso recuperar certas características do nosso passado, a pouco e pouco. 

  Muitas vezes, dou por mim a pensar ''Como é que eu, naquela altura, conseguia dar a volta a coisas deste género?" e vejo que achava certas coisas tão simples de fazer... Bastava falar, pedir isto ou aquilo ou fazer um pequenino esforço e tudo se resolvia! Hoje em dia, considero que estou mais fechado em certos aspetos e não quero ser assim! Por isso, tenho tentado voltar a ser o Nuno Neves do passado em certos aspetos. Noutros aspetos, já sou outro e ainda bem! Mas é preciso ver se mudámos para melhor ou para pior e corrigir as eventuais falhas que tenhamos. 

E agora resta-me desejar-vos um feliz 2016! Espero que tudo vos corra bem no próximo ano e que saibam sempre ser gentis, humildes, trabalhadores e gratos! Muitas felicidades,

Nuno Neves.



  

Comentários

  1. Os dois primeiros são muito verdade. Mas 2015 mostrou-me mais o oposto do que isso. Só espero quw 2016 me traga essas revelações também! E que aprenda a bem e não a mal.

    Entre 2014 e 2015 passei o mesmo que tu no que toca a cansaço. No 11º e 12º, foram anos muito exaustivos.

    Que 2016 seja melhor!!

    http://lemaodoce.blogspot.pt/

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Short story

Petit poème en prose

2017